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sexta-feira, 2 de julho de 2010

o amor de Camões

bom, que eu sou viciadinha em falar de amor já deu pra notar, né. heh. e como a minha vida ultimamente tem sido só trabalho e faculdade e faculdade e faculdade e eu nem tenho tempo pra pensar em (quase) nada e nem ler nada que não seja poetas modernistas ou xerox, olha como o Camões é lindo.

"o amor é muitas vezes sentido e concebido por Camões como uma monstruosa entidade geradora de desconcertos e desastres cósmicos, míticos e históricos, de insânias, crimes e agonias individuais:

Não é Amor amor, se não vier
com doudices, desonras, dissensões,
pazes, guerras, prazer e desprazer,
perigos, línguas más, murmurações,
ciúmes, arruídos, competências,
temores, mortes, nojos, perdições.
Estas são verdadeiras experiências
de quem põe o desejo onde não deve,
de quem engana alheias inocências.
Mas isto sem Amor, que não se escreve
senão onde é ilícito e custoso;
e onde é mor perigo mais se atreve"


é como eu sempre digo... ;)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


E se eu não olhasse mais na mesma direção? E se eu desligasse a música? E se eu decidisse voltar a pé? E se eu dormisse a tarde toda? Se eu não tomasse mais nenhuma tequila? E se eu gritasse até você me ouvir? E se eu desse as costas e fosse embora? E se eu acendesse seu cigarro e o apagasse na palma da sua mão? E se eu te beijasse aqui, sem testemunhas? E se eu dançasse até meus joelhos doerem? E se eu te dissesse que esse bigode te cai mesmo muito bem? E se eu te desse um cacho de uvas podres? Se eu desarrumasse a cama, tirasse os lençóis? Se eu jogasse todas as suas roupas no chão, quebrasse alguns copos, destruísse toda essa ordem? E se eu pedisse explicações? E se eu não desse explicações? E se eu acordasse os vizinhos? E se eu te dissesse que eu não me importo e que sim, continuo muito bem sem você? E se eu te dissesse que foi tudo mentira? E se eu não risse das suas piadas e te servisse o café da manhã? E se eu buscasse suas roupas na lavanderia e brincasse de ser sua mulher? E se eu arranhasse os seus discos? Se eu rasgasse suas fotos? E se eu contasse para o porteiro o que você faz durante a noite? E se eu guardasse pra sempre os gemidinhos que você dá enquanto dorme? Se eu apagasse da minha memória o sorriso que você dá quando sonha? E se eu te chamasse por aquele apelido ridículo que seus amigos inventaram? E se eu nunca mais respondesse ao apelido que você inventou? E se eu confessasse que acho seus poemas muito ruins? E se eu confessasse que acho a sua voz ao telefone a melhor melodia do mundo? E se eu concordasse com o que você está falando? E se eu te amasse, você ainda estaria aqui?

domingo, 30 de agosto de 2009

Falando em coincidências… você acredita em Deus?


"Acho que é tudo acaso. Tem a ver com a tese do meu orientador, Gilberto Velho, sobre a sociedade complexa… Ele criou o conceito do "campo de possibilidades". Tem muitas coisas da sua vida, do seu grupo social, daquilo a que foi submetido pelo sistema educacional, o que vai lendo etc., e o fato de você ser essa pessoa proporciona um tipo de encontro — e outros encontros são impossíveis. Há uma produção de ordens, sempre precárias, nesse acaso. Mas a Terra ter esse tipo de estrutura geológica, biológica, clima, que torna possível a existência da vida e da evolução etc. É acaso."