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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

side by side

quando meu irmão tinha uns seis meses, eu fui brincar de esconde-esconde com ele no colo. meus pais tavam trabalhando, claro. e aí, correndo pra bater o pique, eu tropecei e caí. minha mão, que tava na cabeça dele, ficou toda ralada... e ele ficou quietinho olhando pra mim. entrei em pânico achando que tinha matado meu irmão.
juro que tentei sempre cuidar melhor dele depois.


quando ele já era um pouco maior, (vai, uns 10 anos...) nós fomos num banana bolt... e eu com aquele medão de ele se afogar (toda exagerada, eu sei). qdo eu caí, fiquei procurando ele na água e não encontrava, comecei ficar desesperada e aí ele passou, era o único que parou em cima do banana bolt... dando tchauzinho pra todo mundo.


no começo deste ano ele veio com uns amigos pra são paulo. fomos na augusta e eu, claro, toda preocupada. não queria que eles bebessem demais, segurava na mão pra atravessar a rua,toda hora ficava procurando meu irmão no meio das pessoas... chegando na rua de casa, vi um assalto: dois caras entrando com um carro em uma relojoaria. quando percebi o que tava acontecendo, eu... corri. e deixei meu irmão pra trás.


é que eu tento ser superprotetora... mas falho.
em compensação, quando eu tive o maior susto do mundo - daqueles desesperos de "qq eu faço agora?" acordei meu irmão no meio da noite e disse "xu, fodeu". chorei e chorei... e ele lá, driblando o sono junto comigo. dormi. quando eu acordei, ele já tava de pé, tentando resolver meu problema.


é isso - nem menos, incrível.
te amo, irmão!

dezessete

Tem gente que se desdobra pra ficar parecido com as outras pessoas, porque assim é o mais fácil de fazer (e de ser, né). Mas tem gente que, ó, não adianta. Pode tentar ser igual, mas não consegue. Sempre alguma coisa sobra.
O meu irmão, que é a pessoa mais incrível desse mundo - e que eu tive a sorte de que viesse parar aqui justamente como meu irmão - é uma dessas que não se encaixa, sempre sobra.
Ele tem um jeito próprio de encarar as coisas e as pessoas - e de lidar com elas também.
E, o que eu acho mais bonito, ele é um daqueles que olha para os lados, aproveitando cada detalhe, enquanto caminha pra frente. Sem atropelar nada nem ninguém.
É que eu sei que às vezes seria mais fácil a gente ser igual todo mundo mesmo... não se sentir fora do eixo. Mas aí a gente descobre que lindo mesmo é ser exatamente do jeito que meu irmão é. (/babona)
Parabéns, Xupsy.
Te amo!