"Sadness may be the easiest emotional current to pick up on in his songs, but Smith's expressive range was as wide as it was subtle; his music could be angry, funny, hopeful, and despondent, often at the same time." ...
"As faixas de 1995 trazem o Elliott de canções cruas e tensas, um folk embalado por sua voz em frágil dueto consigo mesma oscilando entre o sublime e o patético, entre a melancolia suicida e a tristeza vagamente otimista que alguma de suas canções entregavam, apesar de sua fama de depressivo crônico." *suspiro*
"Nearly six years after his death, the emotional transcendence and overall relevance of Elliott Smith’s material remains. From the intimate, lo-fi sounds of Roman Candle to the ornately arranged baroque pop of Figure 8, Smith’s entire catalog sparkles with poignancy and a sort of thoughtful, introspective songwriting rarely matched in its consistency and grace." ...
ele sempre vai ser a melhor companhia.
rest in peace
O encontro
O que não sei é se aquele cara me ouviu ou se eu o ouvi. Não sei se me moldei através do que ele sentia ou se, de repente, eu não estava mais sozinha no mundo. Mas quando nada mais fazia sentido, era só tocar aquele CD para eu me sentir em casa de novo. (...)
Mas quando eu ouvi aquele cara eu realmente gostei do que estava ouvindo, realmente sentia o que eu sentia. Eu vi que fazia parte de algum lugar e não me preocupei se aquilo era o tipo de coisa que se deveria sentir. Também não quis saber se estava parecendo patética, infantil ou fraca demais: aquele cara também se sentia assim e isso era a única coisa que eu precisava saber. (...)
Oásis Aquele cara virou meu oásis, mas eu me forcei a ouvi-lo o mínimo possível. É que eu não poderia deixar que a rotina tirasse o espetáculo de cada encontro.
Não precisaria de muita justificativa, além de ele ser o cara que escreveu: "Menina, amanhã de manhã, quando a gente acordar, quero te dizer que a felicidade vai desabar sobre os homens, vai desabar sobre os homens. Na hora ninguém escapa, debaixo da cama ninguém se esconde. A felicidade vai desabar sobre os homens e desaba e desaba e desaba"
(se tá com preguiça, pula pro vídeo do fim e veja como ele é foda)
Mas tem mais.
O Tom Zé é puro amor - quando fala, quando canta, quando compõe, quando dança, quando faz as mesmas piadas no show ou quando fala da Neusa. E ainda não inventaram nada que valha mais a pena de se prestar atenção que amor.
No primeiro show dele que eu fui, fiquei tão impressionada com a alegria dele, quando dançava todo desengonçado sem se preocupar se tava ridículo, sem pose, só alegria e genialidade pulando em cima do palco (tããão diferente dos poserzinhos que eu tava acostumada a ver no Hangar110).
Saí de lá achando tudo grandioso demais, o mundo brilhante demais e a gente precoupado demais com coisas que não tem importância (desde as coisas pequenas demais - trânsito ruim, café amargo, 'levei uma bota' - e as grandes demais 'de onde viemos? pra onde vamos? meu cabelo tá bom?') quando é só a gente se soltar e pular. sabeassim?
Descobrindo mais sobre ele, a gente vê o quanto ele é atormentado, meio rancoroso, meio orgulhoso e mau-humorado... sabe, tão humano? Que fica ainda mais impossível não amar um cara que é todo fodido como a gente e é assim tão amor. Transborda amor.
'Todos os Olhos' é aquele disco dele que ficou famoso por ter na capa a foto de outro olho. Todo subversivo... a sua cara. haha.
Mas aí, há alguns anos, foi 'desvendada' a verdadeira história da capa... a de que o "olho" era, na verdade... uma boca.
Olha alguns trechos (sempre encantadores... ah, Tom Zé) da matéria da Phydia de Athayde, com a reação dele ao saber da história.
“No exato instante, o próprio Tom Zé, nascido e criado em Irará, sertão da Bahia, agonizava com a simples idéia de que se pedisse uma coisa dessas a uma moça:
-- Fiquei apavorado quando o Pignatari me falou que tinham encontrado a modelo. E ele retrucou: "Como é que você quer traseiro sem modelo?".
(...)
Já Tom Zé ouve atenciosamente a verdadeira história da capa de disco mais importante de sua carreira. E cai numa gostosa gargalhada:
-- Hahaha! Então me enganaram esse tempo todo! F.d.p., me enganaram! Hahaha! ...E que alívio! A moça não precisa mais ter vergonha. E pode se congratular de ter sido personagem de uma rebeldia."