Mostrando postagens com marcador lógica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lógica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

dumb

Dá uma saudade doida de encontrar alguma coisa que te preencha, que ocupe este espaço vazio que insiste em crescer. Por mais que você ache que não tem mais espaço para crescer, o vazio só aumenta. Você fica o dia inteiro preocupada, achando que a sua vida é uma porcaria, mas que, a qualquer momento, tudo vai milagrosamente melhorar. Mas você nem acredita em milagres. Só vai crescendo aquele desespero, você procura sentido em coisas que não tem sentido nenhum, se preocupa com coisas que deveriam te fazer bem. E assim você vai levando essa vida. Você tenta e tenta, achando que é possível preencher o vazio sozinha. Mas aí não dá. É que, nesse meio tempo, você sempre encontra um canto não explorado, mais uma gaveta pra arrumar. E depois que separa toda a sujeira, acaba deixando guardada num saco plástico “e se um dia eu precisar daquela fita azul?”. A pior parte é que uma semana depois, a fita azul é exatamente o que você mais vai sentir falta. Ai a sacola vai ficar aberta e, com o tempo, tudo volta pra dentro da gaveta. Tempo e disposição jogados no lixo.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

#se_joga_2010

Por que é tão difícil pras pessoas encarar as coisas como elas são na real, dar importância pro que tem que dar?
Sabe... Aquilo te toca? Dá importância.
Aquilo não te deslumbra? Não dá.
Aquilo dói? Descobre o motivo, se agarra na dor e depois vive a vida.
Aquilo te deixa alegre? Se joga.
Mas nãããão, tooodo mundo tem que complicar. Parece que é difícil demais assumir o que sente.
Sabe quando tem medo de arrancar a casca? É sim, às vezes dói pra caralho. Às vezes, o que dói mesmo é demonstrar pras pessoas que você não ta nem aí, ou que tudo é carência, enfim...
Mas sei lá, eu prefiro as porradas que levo da realidade (né e levo, tantas :/) do que continuar pra sempre em cima de uma nuvem – que vai se desfazer a qualquer momento.
Eu não to caindo na bobagem de dizer que sou “intensa”. Porque não, não sou. A maioria das coisas passa bem rápido por aqui mesmo. Grandes coisas eu só percebo que são grandes depois. Acabo dedicando um tempão (e saúde, nossa como eu desperdiço saúde) com umas coisinhas que semana que vem eu nem lembro.
Não é intensidade, é só seguir o instinto – que erra, mas vamo que vamo.
O que eu nunca vou entender – de verdade, nunca – é como algumas pessoas preferem passar a vida sem olhar de verdade para as coisas (ou até para si mesmas) por medo da dor.
Não entendo porque as pessoas querem tanto evitar o sofrimento. Gente, passa. Simples assim, passa.
Outra coisa que também não quero que você (tem alguém lendo? Heh) confunda: é que não to falando sobre como a chuva fina incomodando pra sempre causa mais estragos que uma tempestade (oi, Garcia Marques) porque, né, a pura verdade, mas acho que todo mundo já percebeu. Todo mundo já viu que o problema não vai sumir só porque você prefere não pensar sobre isso. E que, depois de um tempo, já ta tudo mofado mesmo e aí você vai ter que jogar tudo no lixo.
O que eu to dizendo é que não entendo o que assusta tanto as pessoas no sofrimento! Medo de chorar? Medo de sentir vontade de morrer? Medo?!
Só se tiver medo da própria merda que você é (ou se tornou...). Mas também não precisa de drama, reconhecer é o primeiro passo e quase nada na vida é assim tão incontrolável.
Gente, só acho que universos paralelos são sensacionais – fugir da concretude de todos aqueles jeitos ilícitos é mais ainda – mas a realidade sempre dá uma puta dose de surrealidade pra você se esbaldar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

sobra 1

Eu gosto de ver os casais na rua. Porque aí eu sempre fico imaginando o que será que fez um se sentir atraído pelo outro e o que os mantém juntos.
Pra mim, esse processo de me interessar por alguém é bem racional: gosto disso, disso e disso e não gosto disso, disso e disso. Junto tudo, subtraio e vejo se deu positivo ou negativo. Tipo assim, matemático.
E aí eu fico pensando em cada um desses fatores e imaginando quais serão os das outras pessoas. Sabe, tentando adivinhar o que um vê no outro. E aí, quando eu encontro semelhanças entre os casais, o processo fica ainda mais louco.
Por exemplo, hoje eu vi um casal na faculdade comendo antes da aula. O cara tinha uma mania bizarra de, a cada mordida, dar várias outras mordidinhas em volta, pra deixar o salgado 'reto'. E a mina tirava pedacinhos pequenos do recheio que ficavam com as 'bordinhas' pra fora. Aí, o cara tava mastigando e a mina deu um beijo nele (na boca!) e ele retribuiu (com a boca cheia! disgusting). E quando eles levantaram, ambos deixaram o lixo em cima da mesa.
Não é mágico? Porque assim, é claro que eles não se sentiram atraídos um pelo outro graças a esse tipo de coisa. Talvez eles nem tenham reparado nas pequenas bizarrices que têm em comum. Mas é o tipo de bizarrice que mostra a sincronia entre eles.
Será que, de algum jeito, essas coisas influenciam na conta? Será que são esses detalhes que deixam a coisa mais subjetiva?
Porque se for, esse negócio não é uma equação de primeiro grau, mas uma fórmula toda complicada, com fatores elevados ao quadrado, ou logaritmos...
Droga, nunca fui boa em exatas.